Roberta Stella | Nutrição sem dieta


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8 motivos que levam à falta de motivação durante o emagrecimento

Como lidar com a desmotivação durante o processo de eliminação de peso

No início, há uma grande vontade de emagrecer e de fazer diferente em relação à alimentação, o que impulsiona atitudes que rapidamente trazem resultados. Conforme os dias passam, as semanas correm é comum aparecer a desmotivação. Parece que ela surge assim, de repente, como se não tivesse uma causa. Muitas pessoas, por acreditarem que estão fazendo “tudo certinho” tendo crenças que, claro, estão muito arraigadas, não conseguem identificar onde pode estar a causa do desânimo. Sabendo o que está levando à falta de motivação para continuar na jornada do emagrecimento é possível agir para mudar, buscando resgatar a motivação que está em baixa.

Primeiro, é necessário entender o quanto que emagrecer é importante para você. Pense em uma escala de Continuar lendo


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Dietas não funcionam. Não conte calorias. A verdade para emagrecer.

Dietas

Faz parte do aprender a comer saudável entender que a quantidade de calorias é consequência dos nutrientes que o alimento apresenta.

Olá,

Quem é que nunca na vida desejou emagrecer? E não importa a quantidade, de meio quilo a dezenas de quilos, a verdade é que estar satisfeito com o espelho é uma tarefa difícil de alcançar. Mas, para aquelas pessoas que têm um relacionamento antigo com a balança a situação parece não ter fim: um pensar constante em comidas e um engorda-emagrece-engorda sem fim. Não quero aqui, de maneira alguma, prometer o emagrecimento definitivo, mas é possível reverter essa história.

Antigamente, o conceito de emagrecimento era restrição alimentar, não importava qual, indo da retirada total de carboidratos até a retirada total de carnes. E nessa tentativa de 180 graus, o que faltava no meio do caminho era disposição e ânimo em continuar se flagelando por estar acima do peso. Se havia pecado pela gula, a restrição alimentar era o momento da penitência.

Esse conceito de restrição é muito ultrapassado, pois leva a uma relação de culpa com a comida. Por isso, hoje é muito comum a ideia de “não conte calorias”, o que acho válido até a segunda linha. Esse conceito é interessante porque foca na qualidade da alimentação, isso, sem dúvida, é muito importante, mas pode levar a equívocos aquelas pessoas que não sabem por onde começar, como escolher o melhor alimento entre tantas opções.

Se você quer ter uma alimentação saudável e emagrecer, não é opção o vale tudo para eliminar os quilos que deseja. Restrições de grupos alimentares e de nutrientes não é opção saudável. E é aqui que entra o conceito que derruba os regimes e dietas ressaltado na afirmação “dietas não funcionam”.

As afirmações “não conte calorias”e “dietas não funcionam”são divulgadas de maneira incompleta e, certamente, não ajudam muito na hora da escolha alimentar.

Se você quer emagrecer, você precisa sim saber a quantidade de calorias que está alimentando o seu corpo já que o excesso de calorias é estocado em forma de gordura corporal. Isso a ciência ainda não rejeita.

Se você quer ter uma alimentação saudável, você precisará consumir todos os grupos alimentares (nada de restrições!) e dentro de cada grupo escolher os mais ricos em nutrientes porque há diferenças entre o arroz branco e o arroz integral, e entre um suco natural e um suco (néctar!) “de caixinha”. E não ache que o biscoito integral é mais saudável do que o biscoito água e sal! E quem já não comeu aquelas mega saladas com muito molho, sal e até embutidos, e saiu feliz porque acreditou comer algo saudável?

É por essas que o conceito “não conte calorias”e “dietas não funcionam” tem grande efeito na hora da leitura, mas pouco, na prática.

Faz parte da sua educação nutricional entender a qualidade do alimento, como ler o rótulo dos produtos, como escolher o melhor alimento entre tantas opções e o porquê dos alimentos terem determinada quantidade de calorias e como fazer para estar bem nutrido sem consumir um excesso de energia.

Contar calorias até saber fazer as melhores escolhas alimentares é parte do processo de educação nutricional e do emagrecimento saudável. Se as calorias são o resultado da composição nutricional do alimento (quantidades de carboidratos, proteínas, gorduras e porcentagem de água), ou seja, da qualidade dele, faz parte da sua alimentação saudável ter atenção a essa característica dos alimentos.

Para pensar…
– Dietas da moda não funcionam. Se alguma nova dieta aparecer de repente, uma nova restrição, você já sabe: fuja! Se você não apresenta nenhuma intolerância ou alergia alimentar, você pode comer de tudo. Sim, até glúten e lactose, oras! Vale sempre lembrar que dieta significa um padrão alimentar adequado para determinada condição (dieta para hipertenso, dieta para diabético, dieta para manter peso, dieta para ganho de peso), mas, erroneamente, é utilizada para designar alimentação para emagrecer baseada em modismos.
– Não conte calorias se você já tiver adotado um bom hábito alimentar. Se não tem segurança sobre a qualidade do alimento ou não sabe e ainda tem dúvidas qual alimento escolher, contar calorias irá te manter dentro de uma rota, evitando o ganho de peso.

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#8de15 Saiba economizar dinheiro comprando alimentos saudáveis

dica_8_finalFrutas, legumes, verduras, queijos magros, peixes, cereais integrais. Uma das justificativas para não consumir esses alimentos é: são caros.

Dependendo da época do ano e do alimento, alguns podem ser caros mesmo. Mas, o que eles são mesmo é perecíveis. O que isso significa?

Significa que a maioria desses alimentos apresentam vida curta o que quer dizer que estragam rapidamente. Eles aguentam entre uma semana a uma semana e meia se guardados adequadamente. Por exemplo, se ao comprar uma verdura, você lavar as folhas, seca-las e acondiciona-las em um recipiente tampado; ela aguentará até uma semana e meia na geladeira. Por outro lado, se colocar na geladeira como ela veio do mercado, muitas folhas serão perdidas em menos de uma semana.

O que torna a alimentação cara é o desperdício. Por isso, aqui vão algumas dicas para você ter mais alimentos na sua geladeira sem jogar dinheiro fora e, até, economizando.

  • Se você souber de alguma horta perto de onde vive, vá até lá. Comprar direto de quem planta é mais barato, a qualidade do alimento é melhor e você incentiva o pequeno produtor.
  • Compre alimentos que estão na época de safra.
  • Compre somente a quantidade de alimentos que será consumida. Não precisa comprar uma dúzia de bananas e nem 1 quilo de laranjas. Compre somente as unidades que irá ingerir. Faça as contas: se irá consumir duas frutas por dia e temos 7 dias na semana, você irá precisar de 14 frutas. Um exemplo: compre 4 bananas, 4 maçãs, 4 pêras e 1 mamão papaia (considere comer uma metade por vez).
  • Coloque em prática o que planejou, senão, irá perder alimentos.
  • Supermercados e varejões, normalmente, fazem promoções em uma dia da semana. Fique atento para não perder essa oportunidade de comprar alimentos mais saudáveis por um preço menor.
  • Alguns estabelecimentos fazem ofertas quando os alimentos são comprados em maior quantidade. Se for uma opção para você, junte pessoas próximas e façam a compra coletivamente. Na divisão dos gastos, certamente, a conta será menor para cada um.

O planejamento é um ponto fundamental para não haver desperdícios. Faça rapidamente um rascunho com os dias da semana e os alimentos que irá utilizar para as refeições e pequenos lanches entre as refeições principais. Essa simples atitude fará que com que você economize uma quantidade importante de dinheiro.

Vale lembrar que no início pode parecer difícil porque você está no período de adaptação. Rapidamente, você irá perceber o quanto precisa de cada alimento. Por isso, não desista tão facilmente dizendo que uma boa alimentação é cara.


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#9de15 Realimentando a motivação

dica_9_finalConforme o tempo passa durante a jornada da construção de um novo hábito alimentar, ocorre, na maioria das pessoas, flutuação da motivação.

Nos momentos de altos e baixos, a motivação irá estar acentuada ou menos intensa. E, é necessário, principalmente nos momentos de desânimo, alimentar a apoderamento dos seus resultados.

A motivação, satisfação e sentimento de bem estar são alimentados pelos resultados. Bons resultados são o combustível que impulsiona e leva para perto do objetivo.

Em relação ao emagrecimento ou à busca de um novo hábito alimentar, nem sempre o esforço em seguir a boa alimentação traz o resultado esperado. Simplesmente porque a Nutrição não é uma ciência exata e ela depende de múltiplos fatores como os individuais, os emocionais, os ambientais, entre outros.

Por isso, é crucial para chegar ao objetivo determinado que você se propôs, saber superar esses momentos em que a expectativa e o esforço realizado foram maiores do que o resultado e que, por isso, a motivação é abalada.

Veja as duas situações abaixo:

  • Se durante a construção de um novo hábito alimentar, momento em que você está priorizando os alimentos com melhor qualidade nutricional, houver um excesso alimentar são desista! Comer alimentos com excesso de calorias, ricos em gorduras e/ou açúcares pode acontecer. Se permita para não ter a sensação de culpa e, principalmente, evitar o pensamento de que nada funciona. A melhor atitude, nesse caso, é assumir o que aconteceu, verificar o que levou ao comer em excesso e se manter atento para que não aconteça, novamente, no dia seguinte e no seguinte e no seguinte. O excesso é permitido se ele for esporádico. Por esporádico entenda o que não é frequente. Se você excede uma vez por semana, isso é uma frequência. Uma vez por mês, também. O esporádico é quando você nem se lembra quando aconteceu anteriormente.
  • Se você além de construir um novo hábito alimentar, deseja emagrecer e ao seguir tudo o que se determinou o ponteiro da balança não mostrou o que esperava; saiba que isso também pode acontecer. O corpo humano é complexo, cheio de reações e respostas que podem culminar com um resultado que não é desejado mesmo com todo o esforço despendido. Aceite o momento e não deixe que esse resultado mine ou prejudique o seu objetivo. Não desista! Siga em frente que, na semana seguinte, o resultado virá.

Você percebe que a sua motivação deve ser alimentada a todo momento? Que você precisa ter pensamentos mais motivantes que te dão poder para enfrentar e superar esses obstáculos, e deixar de lado aqueles que tiram a sua vontade de mudar?

Lembre-se sempre dessa dica. Você precisará muito dela durante a sua jornada em busca de uma melhor saúde alimentar.


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#10de15 Saiba quando começar e quando parar de comer

dica_10_final Nós já vimos que é importante termos atenção para a frequência e quantidade com que nos alimentamos (dica #6de15).

Entretanto, é muito comum não saber o momento certo para começar uma refeição e, também, quando parar de se alimentar, isso porque, simplesmente, não damos atenção devida ao ato de comer e, também, aos sinais dados pelo corpo.

Tanto os sinais da fome quanto os de saciedade são enviados ao cérebro que por sua vez devolve a mensagem que é necessário começar a refeição ou que está na hora de parar de se alimentar. Para que essa troca de mensagens aconteça entre órgãos e tecidos corporais com o cérebro é necessário um transportador da mensagem que caminha por uma via até o cérebro e, aí, acontece a resposta para essa mensagem do cérebro para os órgãos e tecidos.

De uma maneira bem simples, podemos fazer uma analogia: é como se saíssemos da nossa casa, pegássemos um transporte e, através de uma estrada chegássemos ao destino final com uma mensagem. No corpo, essa rede complexa de transporte de mensagens é feita por hormônios que são os mensageiros, corrente sanguínea (meio de transporte) e cérebro (receptor da mensagem e que produz uma resposta a ela). Na fome e na saciedade, o que estimula os mensageiros a levarem as mensagens e as respostas é a presença de alimentos no estômago ou no intestino.

Estômago vazio significa baixa quantidade de insulina e alta quantidade de grelina (hormônio da fome). Ao começar a comer, reduz a grelina, aumenta a insulina e há elevação do nível de leptina (hormônio da saciedade).

Mas, para você ouvir todos esses sinais que são produzidos pelo seu corpo, você tem que prestar atenção neles. Assim, para começar a comer e saber quando parar, fique atento para as dicas a seguir:

  • Para que as mensagens cheguem ao destino, leva tempo. Por isso, não espere ficar faminto para comer. Quando começar a sentir fome, está na hora! Não espere o estômago roncar muito ou até doer para isso!
  • A saciedade é uma mensagem que leva entre 20 a 30 minutos para ser sinalizada. Por isso, é muito importante comer calmamente, mastigar bastante os alimentos e prestar atenção aos sabores e texturas deles. Assim, você dará tempo para o corpo dizer que está na hora de parar de comer.
  • Ambientes muito movimentados e com muito barulho estimulam que você coma muito rápido e que você dê preferência a alimentos mais calóricos. Por isso, prefira ambientes calmos, com música baixa e que não te deixe com ansiedade e estresse. O seu estado emocional e características do ambientes influenciam para que perceba ou não os sinais do corpo que levam a comer adequadamente ou a mais do que precisa.
  • O momento certo de parar de comer é aquele em que já se sente sem fome. Pode ser difícil identificá-lo se você tem a sensação do estômago cheio como o momento de parar. Na verdade, o momento certo é anterior a se sentir com o estômago estufado ou aquele em que sabe que está exagerando. Por isso, é tão importante você prestar muita atenção no que come e como se sente durante a refeição.
  • Comece a refeição com alimentos ricos em fibras. Legumes e verduras são excelentes porque exigem que sejam bem mastigados. Metade do prato tem que ser de verduras e legumes.

Durante a refeição, ao prestar atenção nos alimentos e nos sinais do corpo, você terá ferramentas que ajudam a adotar uma alimentação mais saudável e equilibrada. Por isso, coloque em prática as dicas acima. Elas te ajudarão na construção de um hábito alimentar mais saudável.