Roberta Stella | Nutrição sem dieta


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Projeto verão para a vida toda

Quando a primavera se aproxima e a temperatura começa a aumentar, alguns pensamentos relacionados ao corpo ou, melhor, à exposição dele, já começam a surgir: praia, piscina, roupa curta e, para quem deseja emagrecer, como chegar no verão aceitando melhor a imagem que se tem do próprio corpo.

A primeira ideia é colocar o projeto verão em prática. Já que o tempo é curto, isso pode significar uma grande restrição alimentar, excluindo grupos de alimentos como, por exemplo, doces, farináceos, frutas ou, ainda, algum nutriente específico como os carboidratos, o glúten ou a lactose.

Antes de já sair tomando algumas decisões relacionadas ao emagrecimento, é importante parar para pensar sobre o que deseja, sobre as expectativas e, também, como fazer para atingir o emagrecimento desejado. Se a intenção é colocar em prática um projeto, ele tem que ser pensado e planejado para que não surja nenhuma frustração no meio do caminho. Continuar lendo


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Sobre acreditar que existem alimentos ruins

alimentos_bons_ruinsPensar que existem alimentos ruins faz mal a você e a sua alimentação. Veja como:

– Acreditar que um alimento é ruim leva ao sentimento de culpa ao comê-lo (e isso não é uma boa relação com os alimentos!);

– Se o alimento é ruim, ele deve ser excluído. Afinal, quem quer algo ruim na alimentação? Exclusão de alimentos leva à alimentação restritiva, desbalanceada e difícil de seguir;

– A crença de que existem alimentos ruins leva à Continuar lendo


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Como manter o peso após o emagrecimento

segredo_manutencaoDe acordo com o National Weight Control Registry (Registro Nacional de Controle de Peso) dos Estados Unidos, pessoas que emagreceram e conseguiram manter o peso por um longo período adotaram, no dia a dia, os seguintes comportamentos:

– Fazem o café da manhã todos os dias;
– Modificaram o hábito alimentar, ou seja, depois de emagrecer não voltaram a comer como antes quando estavam com excesso de peso;
– Se pesam toda semana;
– Aumentaram o quanto fazem de atividade física, caminhando mais;
– Assistem à TV menos de 10 horas por semana, ou seja, um pouco mais de 1 hora por dia!

Pessoas que emagrecem e conseguem manter o peso atingido parecem que guardam um grande segredo, não é mesmo? Mas, analisando dados de quem chegou lá, percebemos que não há nenhum segredo e, para manter o peso, é necessário buscar já no processo de emagrecimento comportamentos, hábitos, estilo de vida que tornam possível sustenta-los para o resto da vida.

Parece sacrifício pensar “para o resto da vida”, não? Talvez seja porque temos ainda como crença que é necessário fazer muitas restrições alimentares, passar a comer alimentos caros ou da moda e, também, frequentar a academia! E não é nada disso: é simplesmente, caminhar mais, é incluir mais frutas e legumes na alimentação (sejam eles quais forem!), é comer com menor frequência doces, alimentos feitos com farinha refinada (pães, bolos, massas, biscoitos), restringir (e não excluir!) açúcar, comer mais cereais integrais, é ter uma rotina alimentar!

Se você está buscando emagrecer, pense nesses aspectos, olhe para as suas necessidades e pense como quer a sua vida não somente durante o emagrecimento mas, faça planos de como quer manter o peso que irá atingir.

Páginas consultadas
The National Weight Control Registry, clique aqui.
The American Journal of Clinical Nutrition. Long-term weight loss maintenance. Clique aqui.
American Heart Association. Keeping the weight off, clique aqui.


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Da lancheira da Bela Gil ao texto da Maya

Há alguns dias, a Bela Gil publicou no Instagram uma foto da lancheira da filha dela e isso gerou muitos comentários de estranheza que a fez escrever um lindo texto em defesa da lancheira e da alimentação infantil saudáveis. O post no blog de Bela está aqui e a imagem está reproduzida abaixo.

lancheira bela gil

Primeiro, preciso dizer que o texto da Bela é muito inspirador e tem os valores nobres que todo nutricionista deve carregar ao colocar em prática a profissão como incentivo à alimentação regional, à educação nutricional infantil, aborda a importância de uma melhor alimentação escolar e a alimentação com produtos frescos e mais naturais como prevenção de doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, cânceres, entre tantas outras.

Quero deixar bem claro aqui que, o que desejo fazer nesse texto é convidar você a refletir sobre fotos de comidas nas redes sociais e, principalmente, quando elas são postadas por profissionais de saúde, neste caso, por nutricionistas.

Há algum tempo, venho refletindo sobre como mensagens nutricionais são passadas nas redes sociais. Como eu tenho um histórico de trabalho em tecnologia de 15 anos, percebo que houve uma mudança muito grande com o passar dos anos e que se acelerou com os perfis “saudáveis” ou “fit” ou a prática profissional de nutricionistas na internet usando as redes sociais como propagação de mensagens ou informações sobre boa alimentação.

Tão popular nas redes sociais, o clique da foto do prato ou de um alimento pode levar a entender que o que se vê é o modelo de alimentação saudável que o consumidor da informação deve seguir. E, definitivamente, não é.

A foto da lancheira é um bom exemplo disso. O instante captado, pela mãe, da alimentação da filha está recheado de vivência com bons alimentos, histórico de como a criança foi educada nutricionalmente, qual ambiente a estimulou a escolher determinados alimentos, exemplos positivos dos pais que soa natural a lancheira ter batata doce, banana da terra, granola caseira e água.

Quem dera, no Brasil, onde 33,5% das crianças de 5 a 9 anos e 20,5% dos adolescentes estão com excesso de peso, sem contar aquelas que nos primeiros anos de vida já possuem um padrão alimentar prejudicado; que nossas crianças tivessem essa vivência e educação alimentar que tem a filha de Bela. Mas, não é isso o que acontece. E, por isso, a grande estranheza e comentários negativos que essa imagem teve.

No Brasil, metade da população está com excesso de peso. São crianças que possuem pais que não perceberam que o baixo ou nenhum consumo de alimentos fresco e naturais aliado à inatividade física, os colocariam (pais e filhos) em risco levando ao excesso de peso que têm como consequências as suas comorbidades (doenças citadas acima) e a diminuição da qualidade de vida.

O padrão alimentar do brasileiro está baseado em alimentos altamente industrializados onde néctares, biscoitos, bolos, refrigerantes e batata frita fazem parte do dia a dia alimentar. E saltar desse padrão para o que tem batata doce cozida na lancheira de uma criança parece piada, mas não é. Essa estranheza mostra que entre dois momentos que são o padrão alimentar inadequado da população e uma alimentação de qualidade há uma caminho a se percorrer. E quando o paladar, as emoções, a cultura e a disponibilidade de alimentos estão fortemente associadas com os comfort foods, ricos em açúcares, ricos em gorduras saturas e trans, pobres em fibras e vitaminais; é prudente ter o “inimigo”como aliado. E o nome disso é moderação.

E onde entra a Maya?

A Dra. Maya Adam é professora na Universidade de Stanford e leciona sobre alimentação infantil (deixarei no final desse texto o curso dela no Coursera sobre Nutrição Infantil e culinária que recomendo fortemente). E ela tem um post no blog dela com o título: Moderation, Part 1: let them eat cake (just not too much) que traduzindo seria Moderação, Parte 1: deixe-as comer bolo (somente não muito). Nesse post, ela aborda a época de festas (foi escrito em dezembro) e como os pais estão preocupados em afastar os filhos das calorias vazias. E, em determinado ponto ela escreve: “quando nós ensinamos nossas crianças a praticar a moderação, nós damos a elas uma ferramenta de sobrevivência realmente poderosa. (…) Em um país onde o excesso é a norma, ensinar nossas crianças a comer moderadamente pode salvar a vida delas.”

E eu concordo com ela.

Gostaria muito que todos fizessem alguma reflexão sobre o tema e deixo algumas questões para pensar. Se você quiser deixar a sua opinião, adoraria saber qual é ela. Se preferir, você pode me mandar uma email usando robertahstella@gmail.com

Para pensar
– Você quando vê uma foto de um prato saudável pensa que deve ser o padrão e consumir os mesmos alimentos? Em algum momento se sente impotente para começar a mudança? Acha difícil ou inviável quando pensa nos alimentos que vê como parte de sua rotina? Qual seria a transição ou os melhores alimentos que pode ser incorporado na sua rotina e que serão estímulos para a mudança?
– Aos profissionais de saúde: o quanto a foto do seu alimento ou do seu prato indica para o consumidor da informação que é aquilo que ele precisa fazer? Pense na mensagem inconsciente/subjetiva que ele carregará. O estímulo a uma boa alimentação considera que todos os perfis de pessoas estão sendo impactadas, inclusive o perfil de maior risco (excesso de peso)? Você considera esse aspecto na comunicação de seus posts?

Links
Bela Gil (blog): http://www.belagil.com/blog/2015/5/27/merenda-escolar-no-exceo
Bela Gil (Instagram): https://instagram.com/belagil
Dra. Maya Adam (blog): http://justcookforkids.com/blog/moderation-part-1/
Dra. Maya Adam (curso sobre nutrição infantil e culinária, em inglês): https://www.coursera.org/instructor/madam


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Reflita nesse final de semana

Reflita nesse fim de semana

Olá, meus anjos!! Como estão? Espero que bem!

Reflexão para esse final de semana e feriado de carnaval. O que deve estar sempre em mente é que merecemos sempre o que é bom e o que é positivo para o nosso corpo e a nossa saúde. Esses 3 pensamentos podem significar a volta de comportamentos e hábitos que desejamos afastar. Pense em você a longo prazo e não por um momento. :)