Roberta Stella | Nutrição sem dieta


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O que acontece se tentar enganar a fome

“Bebo refrigerante zero para disfarçar a fome”, “só depois de terminar esse trabalho, vou comer”, “Fiquei entretid@ com o trabalho e a fome sumiu”. São situações muito comuns de ouvir. Você se identifica com alguma delas?

Mas, a alimentação sem estrutura, sem refeições com cara de refeição, a urgência em comer que leva a beliscar a tarde inteira ou, à noite, não ter paciência e nem vontade de preparar algo com “mais cara de comida”,  muitas vezes se devem a não atender a fome quando ela apareceu.
FOME (1)
Fome não dá para disfarçar porque, depois de um tempo, ela volta potencializada. Isso significa que não será possível usar qualquer esforço em parar para pensar o que comer e parar para preparar algo para comer. Comerá o que tiver disponível e, normalmente, são alimentos de menor qualidade nutricional e altamente palatáveis como doces e salgadinhos.

Para comer mais saudável, é necessário começar a identificar esses sinais e saber o momento de se preparar para sair para comer. Essa é a hora certa de comer. A hora que o seu corpo começa a dar os sinais que não são desagradáveis e que não dá a necessidade de urgência em comer.


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Dificuldade em comer vegetais

Dificuldades em aceitar ou gostar de verduras, legumes e frutas é muito frequente. Entretanto, muitas pessoas dizem que esses alimentos são saudáveis somente se comer da forma mais natural possível, sem muita gordura ou açúcar.

Essa construção do que é saudável pode ser ampliada. Saudável é comer de variadas formas, combinando diversos alimentos.

Uma cenoura apresenta muitas possibilidades, por exemplo. Bolo de cenoura, purê de cenoura, suflê de cenoura, cenoura cozida, cenoura ralada crua, cenoura assada. Todas são jeitos válidos de comer cenoura. Pode acrescentar temperos e ervas, sal e azeite. Não precisa ser sempre crua e “sem gosto” como muitos dizem.

Esse exemplo da cenoura vale para todos os vegetais.

Para começar a experimentar um novo alimento, comece com uma preparação que você julga mais gostosa, mesmo que tenha a ideia de não ser mais saudável porque o mais gostoso é tão bom que, provavelmente, você vai querer provar o alimento de diversas formas. Não é do dia para a noite. São tentativas que irão ajudar a explorar a diversidade que um único alimento apresenta para encontrar os diversos jeitos que você gostará de comer um mesmo alimento.

Seja curios@. Se permita provar.


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A comida baiana de Jorge Amado

Ir à Bahia nos leva a uma viagem muito além das praias e do centro histórico. Visitar Salvador é uma excelente oportunidade para conhecer a comida baiana, do acarajé e abará às diversas moquecas e ao pudim de tapioca.

No café da manhã, banana da terra cozida, mandioca e cuscuz de milho. Muito coco e leite de coco nas preparações. Um acarajé genuinamente baiano todos os dias para guardar o sabor na memória. E não é somente o bolinho de feijão frito no azeite de dendê. É o vatapá, o caruru, o tomate verde e o camarão seco, tudo bem temperado com uma boa pimenta. A boca ficou anestesiada, diferentemente das papilas gustativas e das glândulas salivares que deixavam a boca preparada para tantos sabores, texturas e cheiros (sim, o cheiro do dendê no ar já faz a gente salivar!).

No meio de tanta riqueza gastronômica, em uma tarde, fui conhecer a Casa do Rio Vermelho onde Jorge Amado e Zélia Gattai viveram por quase 40 anos. Alí, naquela rua Alagoinhas, número 33, esperava encontrar o cotidiano fascinante de um dos maiores nomes da literatura brasileira e baiana. Como diz o cartaz na entrada “se for da paz, pode entrar”. Entrei.

Casa do Rio Vermelho de Jorge Amado e Zélia Gattai

Casa simples, bem simples, mas de uma riqueza cultural infinita. Não há luxo no mobiliário, mas as histórias contadas de pessoas que passaram e se hospedaram nela me fizeram querer voltar no tempo. Salas, quartos, biblioteca. Quando cheguei nas cozinhas (sim, são duas cozinhas na casa de Amado e Gattai), eu quis registrar. Das poucas fotos que tirei, achei essencial registra-las porque elas representam não somente a cozinha trivial de um casal, mas a reunião de amigos e, também, o alimento dos personagens dos livros de Jorge Amado. Aliás, uma literatura permeada pelos sabores com personagens caracterizados pela comida e temperos baianos.

Por ser uma literatura tão rica em comida, a filha de Jorge Amado, Paloma Amado, escreveu o livro “A Comida Baiana de Jorge Amado”, além de “As Frutas de Jorge Amado”. Segundo Paloma, “aprende-se lendo Jorge Amado que comida não é feita somente para alimentar: ela dá prazer ao ser vista, saboreada, cheirada e, sobretudo, é possível sonhar com ela, pois não se sonha só imagem, sonha-se cheiro, gosto e fartura”.

Saí de lá com a certeza de que valeu o passeio e com a vontade de devorar os livros de Jorge Amado e a culinária de seus personagens contadas por Paloma Amado. Enquanto isso, deixo aqui registros desse canto da casa tão especial que compartilho com você. Se for à Bahia, coloque no roteiro a Casa do Rio Vermelho que, infelizmente, parece ainda ser um passeio “alternativo”para os turistas que visitam aquela cidade. Estique o passeio, desça até o Largo de Santana e se delicie com o famoso e delicioso acarajé da Dinha.

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Largo de Santana

O famoso acarajé da Dinha no Largo Santana.