Roberta Stella | Nutrição sem dieta


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Resenha | A tirania das dietas. Dois mil anos de luta contra o peso. Louise Foxcroft

Ler o livro A tirania das dietas foi, para mim, um misto de curiosidade, surpresa e desconforto.

Um corpo não é somente um corpo por mais que desejaríamos que assim fosse. Um corpo está inserido em uma sociedade que dita regras de convívio e os significados político e cultural que ele representa. Um corpo não diz somente sobre um indivíduo, mas ele pode representar o que é o coletivo em que ele está inserido.

A autora Louise Foxcroft escreve: “Nosso corpo não apenas é inevitável, mas também o que a sociedade diz sobre ele, e o que consideramos “natural”, na verdade, é socialmente construído“.

Historiadores, filósofos e médicos da Antiguidade como, Galeno, Sócrates e, claro, Hipócrates ditaram regras alimentares e, até, comportamentos compensatórios como, por exemplo, a indução do vômito ou uso de laxantes para combater o corpo gordo já que comer tinha relação com a moral e, na falta dela (ser gordo significava ser inferior moralmente), a sociedade sofreria. Portanto, o preconceito contra corpos grande e gordos tem raízes antigas e se acentua na era cirstã onde a abstinência e o jejum são glorificados e atalhos para a salvação. O corpo magro passa a ser considerado divino e, o corpo gordo, pecaminoso. Continuar lendo


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Os nomes do açúcar

Que o açúcar é um alimento que não acrescenta qualidade à alimentação, todo mundo já sabe. O que está sendo cada vez mais confirmado pela ciência são os malefícios que ele pode trazer a ponto da Organização Mundial de Saúde indicar a presença de 5% ou menos das calorias consumidas em um dia vindas dele. Em medida caseira, esses 5% representam 6 colheres (chá) por dia.

Você pode dizer que não usa essa quantidade ou que até nem tem açúcar por perto, na sua casa ou trabalho. Entretanto, o problema não é, apenas, o açúcar que vemos mas, também, o que está escondido nos alimentos e que contam nessa cota de 6 colheres (chá) por dia.

Pense em um alimento que contém açúcar. Resposta imediata: doces!! Seja ele qual for. Bolos, tortas, biscoitos simples e recheados, balas, chocolates, chicletes. Depois, refrigerantes!

Vamos avançar mais e conhecer outros alimentos que todo mundo acha saudável, mas que têm o danado do açúcar: granola, barrinha de cereais, pão integral, suco em caixinha (néctar), biscoito salgado – o integral, também!

Mais alguns que talvez você nem imagina que contenham açúcar: catchup, empanados congelados, mortadela, salsicha, bacon, lasanha congelada.

A lista é muito grande…

A alimentação do brasileiro, por dia, contém, em média, 14% das calorias fornecidas pelo açúcar. Mas, qual é o problemas em consumi-lo?

– Os brasileiros que consomem mais açúcar comem, também, mais biscoito recheado, salgadinhos, pizza, doces, refrigerantes, bolo, suco industrializado e, menos, arroz, feijões, carnes magras, frutas, legumes e verduras. Ou seja, o maior consumo de açúcar se relacionada com a substituição ou redução da ingestão de alimentos saudáveis. A qualidade da alimentação de quem come mais açúcar é ruim.
– O açúcar é rapidamente absorvido e metabolizado. Isso significa picos de insulina que retiram rapidamente o açúcar de circulação em nosso corpo. Resultado: rapidamente volta a fome e, consequentemente, come-se mais.
– A insulina está envolvida na formação do tecido adiposo e esse é mais um motivo para fazer o controle dela através da alimentação.

Por isso, uma estratégia de saúde e de qualidade da alimentação é excluir alimentos industrializados que contêm açúcar entre os ingredientes. Cheque o rótulo dos alimentos e comece por aqueles que, na lista de ingredientes, apresentam o açúcar entre os 2 primeiros itens e, aos poucos, restrinja outros produtos alimentícios.

Atenção! O açúcar pode vir mascarado de diversas formas na lista de ingredientes. Abaixo, os nomes do açúcar que você irá encontrar:

Açúcar, açúcar mascavo, açúcar cristal, açúcar invertido, mel, xarope, rapadura, melado, glicose, dextrose, maltose, concentrado de frutas, frutose.

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Sites consultados
World Health Organization (WHO)
Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009
Harvard School of Public Health
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)