Roberta Stella | Nutrição sem dieta


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Alimentos que toda despensa deve ter

foto: Roberta Stella

foto: Roberta Stella

Quero compartilhar com vocês, alimentos que eu tenho em casa e que indicaria para quem está buscando se alimentar com melhor qualidade e com mais saúde.

Quem mora em cidades de médio ou grande porte, certamente, não terá nenhuma dificuldade em encontro-los. Já, para quem mora em pequenas cidades, busque uma loja que venda produtos naturais, provavelmente, você irá achar.

Os alimentos são:

1. Aveia: tenho em casa a em flocos. Mas, pode ser o farelo, também. Ela é rica em fibras que estão relacionadas com a melhora do funcionamento do intestino, prevenção de doenças cardiovasculares, liberação mais lenta de insulina no sangue, diminuição do colesterol sanguíneo. Eu a uso, principalmente, para turbinar a granola. Quando a ingiro com leite, deixo uns 15 minutos descansando na geladeira, hidratando. Depois desse tempo, o leite fica mais espesso e, a aveia, mais macia. Aveia com fruta – gosto com mamão papaya, banana (clique aqui e confira) ou melão, ajuda a frutose ser digerida aos poucos, liberando gradualmente açúcar no sangue, evitando picos de insulina. Ela, também, pode ser ingrediente de mingau (eu fiz, veja!), pode ser consumida com iogurte – substituindo a granola que, normalmente, contém muito açúcar; bolos e tortas.

2. Chia: tenho que admitir que a chia é a minha semente favorita. Ela é rica (mas muito rica mesmo!) em fibras solúveis formando um gel quando hidratada. O tipo de gordura predominante é a insaturada (conhecido como gordura boa para a saúde), principalmente, as poliinsaturadas. Também, é fonte de muitos minerais, sendo os principais fósforo, potássio e magnésio. Assim como a aveia, eu a uso para melhorar a qualidade da granola (veja aqui) ou com frutas (confira aqui), consumindo com ou sem a aveia (veja essa). Na verdade, uso muito a dupla aveia-chia ao mesmo tempo. Mas não sempre. Todo café da manhã que faço, não pode faltar a chia que coloco no pão com creme de queijo desnatado (espie aqui). Gosto, também, de usá-la em saladas e nos iogurtes. No leite e no iogurte, deixo sempre descansar alguns minutos para formar o gel e NHAC! Adoro! Se você não vai com a cara da chia ou está com dificuldades em a encontrar no mercado, escolha outra semente. Pode ser a de abóbora, gergelim, linhaça.

3. Nozes: amo, amo amo, nozes na salada (dá uma olhada aqui)! Eu simplesmente, acho abominável salada só com as folhas das verduras ou, no máximo, com tomate. Nãaaaooo!! Salada pode e deve ser saborosa! E eu sempre coloco nozes para dar aquela sensação de crocância ou, como costumo falar, dar aquele croc-croc! Mas, cuidado com a quantidade! Uso, duas ou três unidade no máximo. As nozes são excelentes para um lanchinho entre as refeições principais. Essa delícia toda vem acompanhada de fibras, gorduras insaturadas, principalmente, as mono e muitos minerais (ferro, fósforo, potássio, magnésio, zinco e cálcio).

4. Amêndoas: para quem me conhece e me acompanha no Instagram, sabe que adoro couscous marroquino (aqui) e quinoa (aqui, também). Pelo menos uma vez na semana tem cuscuz ou quinoa! E tenho que colocar as amêndoas neles! Fica di-vi-no! Assim como as nozes, as amêndoas são uma oleaginosa, rica em gordura insaturada, fibras e minerais.

Se você preferir outro tipo de oleaginosa, não tem problema! Todas são ótimas: amendoim, castanha de caju, castanha do Pará, avelã, macadâmia. Opções é o que não faltam. Mas, deixo a dica: as maiores como castanha do Pará, duas unidades por dia. As menores, 5 unidades. E claro, somente tostadas , sem sal ou açúcar porque o objetivo é comer da forma mais saudável!

Escolha o seu cereal integral, semente e oleaginosas preferidas! Descubra novas formas de consumir os alimentos, melhorando a qualidade da alimentação.

Lembre-se que você somente irá mudar se for persistente, tiver curiosidade em conhecer os alimentos e, principalmente, ter os alimentos mais saudáveis por perto! Aos poucos, você irá descobrindo quais são os seus alimentos saudáveis que não podem faltar na sua despensa.


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Na época da minha avó…

“Não coma nada que a sua avó não reconheceria como comida”. Essa é a segunda regra que o autor Michael Pollan sentencia em seu livro Regras da comida – um manual da sabedoria alimentar.

Quando pensamos nas nossas avós, pensamos em comida feita em casa, certo? Claro que sim! E é claro que Michael Pollan quer dizer exatamente isso, em sua frase de efeito – que ele explica mais detalhadamente quando se avança na leitura do livro. Evite alimentos altamente processados, com adição de açúcar, cheios de aditivos químicos, com a maioria dos ingredientes impronunciáveis e que não são alimentos mas que fingem ser.

É muito fácil identificar que a partir da industrialização brasileira lá na década de 70, muitas mudanças ocorreram e que passamos por uma transição naquela época. O país rural começava a ter uma migração para os centros urbanos. A mulher que gerenciava a casa e cuidada da alimentação da família passa a deixar o lar para ir trabalhar. O aumento da industrialização juntamente com a mulher longe do fogão (e não quero que soe pejorativo ou ruim estar na frente dele fazendo a comida genuinamente caseira) foi o casamento perfeito para o desenvolvimento da indústria alimentícia.

Produtos jamais imaginados passaram a fazer parte da alimentação do dia a dia. Um exemplo? Refrigerante. Ele era, na época da minha avó, consumindo somente em festas. Muito me lembro dela, em todo o Natal, recordando que beber refrigerante só nessa época do ano! Dá para imaginar isso?

Mas, como somos mais modernos, a alimentação não está somente nas gôndolas do supermercado. Veja nas redes sociais o quanto há de fotos que estão sendo disparadas e rapidamente compartilhadas. Eu mesma sou uma dessas pessoas! O meu Instagram está cheio de fotos de alimentos!

Navegando um pouco mais, comecei a me deparar com algumas combinações inusitadas – mas longe de mim julgá-las não saudáveis! Suco verde todo dia pela manhã em jejum. É pepino, couve, maçã verde, hortelã batidos no liquidificador. Nada de coar. Adoçar? Jamais! Tem que limpar o fígado! Mais tarde, no lanche, é fruta com aveia orgânica e sem glúten para diminuir o índice glicêmico. A insulina ajuda a estocar gordura no corpo. E como gordura corporal é uma praga e sonhamos com a barriga negativa, vamos nos termogênicos. Canela, chá verde, gengibre, chá de hibisco e pimenta. E o glúten? Nem vou falar dele porque já falei demais nesse post aqui.

Fico imaginando a minha avó indo ao supermercado. Ou ela faria cara de dúvida ou ela iria rir! Fico imaginando minha avó navegando pelas redes sociais.

Ela diria: na minha época…

Na época da minha avó, alimento não precisava de justificativa para ser ingerido. A fome bastava. Não se sabia o que era antioxidantes e radicais livres. Fibras e carboidratos complexos passavam longe do vocabulário. Gorduras trans? Termogênicos? E o pH dos alimentos?

Ok, ok! Tá certo que na época da minha avó também não havia pesticidas, organismos geneticamente modificados, o trigo era trigo, e a soja era soja.

O que precisamos resgatar de duas gerações passadas é a simplicidade. Comer tem que ser simples, sem o alimento precisar passar por grandes processos. Você está começando a mudar a sua alimentação? Esqueça os nomes difíceis, uma boa alimentação não precisa disso. Se você come biscoito recheado à tarde e troca-lo por uma fruta – tudo bem se ela não for acompanhada de aveia, chia ou castanhas – você já estará fazendo um bem danado para o seu corpo. Se você deixar nas gôndolas do supermercado a lasanha congelada e for pra casa fazer um macarrão com tomates frescos – tudo bem que macarrão tem glúten – você já estará fazendo um bem danado para o seu corpo.

A alimentação do brasileiro anda tão ruim que se houver a diminuição dos industrializados, aumento dos alimentos frescos; redução de idas aos restaurantes e começar a ir para frente do fogão, isso já fará um bem danado para a saúde!

Aaahhh, na época da minha avó, ela até permitia um bolinho de fubá cremoso de vez em quando! Que saudade!