Roberta Stella | Nutrição sem dieta


Deixe um comentário

Dieta e emagrecimento

A dieta dá uma certa segurança porque diz o que comer, mas a restrição fica insuportável.

Um peso alcançado com dieta é mantido com dieta. Dieta nunca termina, ela vem e vai.

Ao chegar no peso estipulado, retoma a forma como se alimentava anterior à restrição. Ganha alguns quilos, volta para a dieta.

Até o dia em que percebe que, para manter o peso que estipulou pensando naquele peso que iria ficar melhor esteticamente e que, também, “seria melhor para a saúde”; a restrição, o controle, o foco, o pensar obsessivo na comida, o sofrimento, a angústia são atitudes e sentimentos que a/o acompanharão por muito tempo.

O inferno está construído na cabeça: a dieta dá uma certa segurança porque diz o que comer, mas a restrição fica insuportável. Ao voltar a comer que leva ao ganho novamente de peso, vem a certeza de que comer se tornou algo complicado e pensa em voltar para a dieta que, pelo menos, diz o que tem que comer. Essas situações são repetidas, levando o corpo e a mente a padecer.

Mas algumas situações não foram consideradas:

1. se o peso é mantido por restrição, ele não é o peso natural do corpo. É necessário entender qual é o peso do corpo. Esse peso não é estipulado como meta, não é o que “eu quero ter” , mas o que o corpo precisa ter. O peso é do corpo e, não, da cabeça ou da mente ou do que mentalmente, baseado em fatores sociais e culturais, desejamos ter.

2. para entender esse peso natural, é fundamental parar, deixar de fazer dietas e iniciar um processo de entendimento do porquê comer se tornou algo tão complicado quando deveria ser tão natural e tranquilo.

3. a partir desse entendimento, começa a mudança: sair de um comer transtornado e disfuncional para o comer normal, natural, sem precisar usar tanto o racional, sem precisar pensar tanto em comida e no que comer.

Perceba, há uma alternativa para alcançar essa tranquilidade em relação à comida e ao corpo. Considere parar de fazer dieta e, para cuidar da sua alimentação de uma nova forma, busque ajuda e apoio de um nutricionista que não prescreve o que comer e não indica dietas. Por sinal, é assim que eu trabalho!


Deixe um comentário

Dificuldade em comer vegetais

Dificuldades em aceitar ou gostar de verduras, legumes e frutas é muito frequente. Entretanto, muitas pessoas dizem que esses alimentos são saudáveis somente se comer da forma mais natural possível, sem muita gordura ou açúcar.

Essa construção do que é saudável pode ser ampliada. Saudável é comer de variadas formas, combinando diversos alimentos.

Uma cenoura apresenta muitas possibilidades, por exemplo. Bolo de cenoura, purê de cenoura, suflê de cenoura, cenoura cozida, cenoura ralada crua, cenoura assada. Todas são jeitos válidos de comer cenoura. Pode acrescentar temperos e ervas, sal e azeite. Não precisa ser sempre crua e “sem gosto” como muitos dizem.

Esse exemplo da cenoura vale para todos os vegetais.

Para começar a experimentar um novo alimento, comece com uma preparação que você julga mais gostosa, mesmo que tenha a ideia de não ser mais saudável porque o mais gostoso é tão bom que, provavelmente, você vai querer provar o alimento de diversas formas. Não é do dia para a noite. São tentativas que irão ajudar a explorar a diversidade que um único alimento apresenta para encontrar os diversos jeitos que você gostará de comer um mesmo alimento.

Seja curios@. Se permita provar.


Deixe um comentário

Azeites

O azeite de oliva é obtido pela prensagem de azeitonas e tratado exclusivamente por processos físicos (lavagem, moagem, prensa fria e centrifugação). A partir deste azeite, a classificação se faz pelo grau de acidez, não sendo superior a 2%.

A seguir, confira a classificação do azeite segundo grau de acidez.

Continuar lendo