Roberta Stella | Nutrição sem dieta

Óleo de canola é bom ou ruim?

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canolaO óleo de canola é desenvolvido a partir do melhoramento de uma planta chamada colza. Como todo óleo vegetal, para ser desenvolvido, as sementes passam passam pelo processo de refinação incluindo o clareamento do óleo e, também, a redução do odor para ficar mais agradável. Apesar de todo esse processo de fabricação, não há risco para a saúde.

Agora, a pergunta é: o óleo de canola é melhor ou pior do que outros óleos vegetais?

Se formos olhar para evidências científicas buscando estudos sobre consumo de óleo de canola e impactos na saúde, não temos respostas. Até porque estudar, coletar dados e analisar o efeito dos alimentos em um período longo (meses, anos) é difícil e muito custoso ($$$$$).

Então, podemos analisar os tipos de gorduras.

Os óleos vegetais são compostos, principalmente, por gorduras insaturadas (boas), variando na quantidade de mono e polinsaturadas. Agora, podemos analisar ainda mais de perto essas gorduras. Entre as polinsaturadas, há as ômega-6 e as ômega-3. O óleos vegetais são ricos em ômega-6, muito mais do que ômega-3 (principais fontes são os peixes, sementes e oleaginosas).

O consumo muito superior de ômega-6 pode ser pró-inflamatório porque aumenta a razão entre o consumo dela com a de ômega-3. Por outro lado, as ômega-3 são anti-inflamatórias. O óleo de canola pode ter uma vantagem aí, pois tem menor quantidade de ômega-6.

Vale lembrar que o motivo para termos um excesso de ômega-6 na dieta é porque usamos e consumimos muito óleo vegetal nas preparações. O que eu considero mais sensato é: use qualquer óleo vegetal, mas com muita cautela. Não precisa ser o de canola que é bem mais caro.

De todos os óleos, o azeite de oliva é o melhor, não passa pelo processo de refinamento, tem mais monoinsaturadas e consegue suportar temperatura elevada em um curto período de tempo (10 minutos). Mas, claro, também é muito caro e não é porque é melhor que ele poderá ser usado livremente.

Como disse antes, use do óleo vegetal em pequenas quantidades e, para consumir mais ômega-3, tenha o hábito de comer peixes, sementes e oleaginosas frequentemente. A maior lição que temos é: não olhe a alimentação tão fragmentada (um alimento é bom e outro ruim) mas, estimule para que no final do dia tenha mais escolhas boas do que equivocadas! ;)

(texto publicado no Instagram em resposta a uma usuária)

Leia também:
Peixes gordos: quando a gordura faz bem. Clique aqui.

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