Roberta Stella | Nutrição sem dieta


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Águas saborizadas caseiras

Desde quando surgiu a H2OH no mercado prometendo a água com sabor e que, posteriormente, foi reclassificada como refrigerante; o brasileiro começou a buscar uma nova maneira de se hidratar. Deixamos pra trás essas bebidas industrializadas que nada mais são do que um preparado líquido aromatizado e que incluem, entre os ingredientes, um adoçante, e passamos a buscar formas mais naturais e caseiras de colocar sabor onde ele não existe.

Eu bebo água, mas pode ser que a hidratação passe despercebida pelo meu dia! Conhece essa história? Aí, comecei a me aventurar e preparar as minhas águas saborizadas. E não é que deu certo? Siiiim, elas me incentivam a beber mais água durante o dia! E isso é tudo o que preciso para combater o calor que tem feito esses dias. Apesar de usar produtos frescos para fazer a minha água, nela não ficam os nutrientes em quantidade importantes. É mais para dar sabor e aquele empurrão pra beber, pelo menos, 2 litros de água por dia.

Como eu faço: pico as frutas, separo algumas folhinhas de ervas (uso muito a menta) e gosto de usar especiarias como canela em pau ou gengibre. Não, não uso tudo junto porque assim nem ficaria espaço pra água na minha canequinha! Abaixo, estão as que faço mais frequentemente (clique na imagem pra Vê-la maior). Encho a caneca de água e deixo na geladeira para esfriar. Durante o dia, bebo e reponho a água. Uso a combinação de um dia para o outro e, depois, jogo fora tudo o que estiver dentro. Sim, se quiser pode comer as frutas! :)

Que tal tentar a sua combinação? ;)

 

maca_canela

laranja_limao_kiwi_ameixa_gengibre

laranja_limao_abacaxi_menta_gengibre

laranja_limao_menta_canela


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Na época da minha avó…

“Não coma nada que a sua avó não reconheceria como comida”. Essa é a segunda regra que o autor Michael Pollan sentencia em seu livro Regras da comida – um manual da sabedoria alimentar.

Quando pensamos nas nossas avós, pensamos em comida feita em casa, certo? Claro que sim! E é claro que Michael Pollan quer dizer exatamente isso, em sua frase de efeito – que ele explica mais detalhadamente quando se avança na leitura do livro. Evite alimentos altamente processados, com adição de açúcar, cheios de aditivos químicos, com a maioria dos ingredientes impronunciáveis e que não são alimentos mas que fingem ser.

É muito fácil identificar que a partir da industrialização brasileira lá na década de 70, muitas mudanças ocorreram e que passamos por uma transição naquela época. O país rural começava a ter uma migração para os centros urbanos. A mulher que gerenciava a casa e cuidada da alimentação da família passa a deixar o lar para ir trabalhar. O aumento da industrialização juntamente com a mulher longe do fogão (e não quero que soe pejorativo ou ruim estar na frente dele fazendo a comida genuinamente caseira) foi o casamento perfeito para o desenvolvimento da indústria alimentícia.

Produtos jamais imaginados passaram a fazer parte da alimentação do dia a dia. Um exemplo? Refrigerante. Ele era, na época da minha avó, consumindo somente em festas. Muito me lembro dela, em todo o Natal, recordando que beber refrigerante só nessa época do ano! Dá para imaginar isso?

Mas, como somos mais modernos, a alimentação não está somente nas gôndolas do supermercado. Veja nas redes sociais o quanto há de fotos que estão sendo disparadas e rapidamente compartilhadas. Eu mesma sou uma dessas pessoas! O meu Instagram está cheio de fotos de alimentos!

Navegando um pouco mais, comecei a me deparar com algumas combinações inusitadas – mas longe de mim julgá-las não saudáveis! Suco verde todo dia pela manhã em jejum. É pepino, couve, maçã verde, hortelã batidos no liquidificador. Nada de coar. Adoçar? Jamais! Tem que limpar o fígado! Mais tarde, no lanche, é fruta com aveia orgânica e sem glúten para diminuir o índice glicêmico. A insulina ajuda a estocar gordura no corpo. E como gordura corporal é uma praga e sonhamos com a barriga negativa, vamos nos termogênicos. Canela, chá verde, gengibre, chá de hibisco e pimenta. E o glúten? Nem vou falar dele porque já falei demais nesse post aqui.

Fico imaginando a minha avó indo ao supermercado. Ou ela faria cara de dúvida ou ela iria rir! Fico imaginando minha avó navegando pelas redes sociais.

Ela diria: na minha época…

Na época da minha avó, alimento não precisava de justificativa para ser ingerido. A fome bastava. Não se sabia o que era antioxidantes e radicais livres. Fibras e carboidratos complexos passavam longe do vocabulário. Gorduras trans? Termogênicos? E o pH dos alimentos?

Ok, ok! Tá certo que na época da minha avó também não havia pesticidas, organismos geneticamente modificados, o trigo era trigo, e a soja era soja.

O que precisamos resgatar de duas gerações passadas é a simplicidade. Comer tem que ser simples, sem o alimento precisar passar por grandes processos. Você está começando a mudar a sua alimentação? Esqueça os nomes difíceis, uma boa alimentação não precisa disso. Se você come biscoito recheado à tarde e troca-lo por uma fruta – tudo bem se ela não for acompanhada de aveia, chia ou castanhas – você já estará fazendo um bem danado para o seu corpo. Se você deixar nas gôndolas do supermercado a lasanha congelada e for pra casa fazer um macarrão com tomates frescos – tudo bem que macarrão tem glúten – você já estará fazendo um bem danado para o seu corpo.

A alimentação do brasileiro anda tão ruim que se houver a diminuição dos industrializados, aumento dos alimentos frescos; redução de idas aos restaurantes e começar a ir para frente do fogão, isso já fará um bem danado para a saúde!

Aaahhh, na época da minha avó, ela até permitia um bolinho de fubá cremoso de vez em quando! Que saudade!


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Bem-vindo a #15dicas15 dias para uma alimentação saudável

Three Female Friends Enjoying Meal Outdoors At Home

Para acessar o conteúdo das 15 dicas, basta clicar nos links abaixo:

Apresentação #15dicas15dias: uma mudança por dia para uma alimentação mais saudável

#1de15 Pense na qualidade dos alimentos e não na restrição

#2de15 Qual é o seu motivo para querer uma alimentação mais saudável? Quem tem motivo tem motivação

#3de15 Comece a se conscientizar das suas escolhas alimentares. Só mudamos o que sabemos.

#4de15 Faça mais escolhas saudáveis do que equivocadas

#5de15 Saiba a escolher os alimentos mais saudáveis

#6de15 Tenha atenção com a quantidade dos alimentos que consome

#7de15 Não caia na sedução do preço

#8de15 Saiba economizar dinheiro comprando alimentos saudáveis

#9de15 Realimentando a motivação

#10de15 Saiba quando começar e quando parar de comer

#11de15 Três refeições principais. E os lanches?

#12de15 Não existem alimentos que engordam. E nem os que emagrecem.

#13de15 Olhe para as suas necessidades

#14de15 A melhor alimentação

#15de15 Tenha sempre atenção


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Apresentação: #15dicas15dias: uma mudança por dia para uma alimentação mais saudável

Roberta Stella, nutricionistaOlá,

Eu sou Roberta Stella, nutricionista. Quero compartilhar com você algo que acredito muito. Mudanças pequenas e definitivas feitas ao longo do tempo levam à construção de um novo hábito alimentar.

Mas não vou arriscar a dizer que é simples esse processo porque, se você está há algum tempo querendo emagrecer, sabe que na trilha do caminho para a alimentação saudável pode acontecer de dar alguns passos para trás.

Sabendo disso e, também, sabendo que cada pessoa tem a sua história e comportamento alimentar, eu jamais afirmaria que a construção de um novo padrão alimentar se faz em 15 dias.

Entretanto, posso lhe dizer que se, diariamente, você adotar uma nova atitude alimentar e ela for consistente ao longo dos dias, tenho absoluta certeza que no final de 15 dias a sua alimentação já estará bem melhor. E o mais importante e motivante é que você sentirá o seu corpo funcionando melhor, dormindo bem, com mais disposição e confiança.

Planejei e fiz esse ciclo de dicas pensando em você. E para mim é fundamental que ele seja funcional ajudando em seu objetivo.

Por isso, deixo, aqui, meios para você entrar em contato comigo além desse site, para me dizer como está sendo a sua jornada, compartilhando suas dúvidas e, principalmente, seus avanços e suas vitórias.

Vou adorar estar em contato com você! Anote:

Facebook: facebook.com/bemcomerbem
Instagram: https://instagram.com/bem_comer_bem
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCJe5ErPtC3If8wmm-cDV5Gg

Aproveite as dicas a seguir!

Até mais,

Roberta Stella
Nutricionista
CRN3 9788


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#1de15 Pense na qualidade dos alimentos e não na restrição

dica_1_finalO pensar sobre uma nova alimentação mais saudável, muitas vezes resulta em muitas restrições, separando alimentos proibidos dos permitidos. Esse tipo de atitude somente traz um caráter punitivo à alimentação e, a curto e médio prazo, leva à desistência do objetivo. Pense: quantas vezes já tentou melhorar a alimentação? Quantas vezes desistiu? A chance da desistência ser em decorrência da restrição, principalmente, dos alimentos mais palatáveis (ou mais gostosos) e proibidos é muito grande. Alimentação saudável não deve fazer você passar fome mas, também, não deve ter como base alimentos altamente calóricos e com baixa qualidade nutricional. Se você começar a escolher os alimentos mais saudáveis como frutas, legumes, verduras, cereais integrais (aveia, arroz integral, pão 100% integral), leite e derivados fermentados e ter mais cuidado com a frequência e quantidade de que come doces, salgadinhos e outros excessos alimentares, certamente, poderá comer uma boa quantidade de alimentos, fazer 4 a 5 refeições por dia e não passar fome.
Por isso, não pense em prato vazio ou que vai ficar horas e horas sem comer. Comece a ter em casa mais alimentos frescos e, claro, coma-os para não sair dizendo por aí que frutas, legumes e verduras estragam! ;)

Pense

  • Como você pensa que é uma alimentação saudável?
  • O seu alimento favorito faz parte dela? Se sim, o que pode fazer para controlar a quantidade do alimento e de vezes que o consome?
  • Sua geladeira e despensa têm alimentos mais saudáveis ou mais de menor qualidade nutricional (biscoitos, balas, doces, congelados)?
  • O que você precisa fazer para começar a mudança? Lembre-se que o objetivo é um ponto de chegada e que tem uma caminho a percorrer. Como você vê essa transição?

Essas questões são para você refletir e começar a visualizar e planejar a transição para uma alimentação mais saudável. Lembre-se que a mudança começa em você!