Alimentação na gravidez. Parte II

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Olá!

Finalmente, trago a segunda e última parte sobre alimentação durante a gestação. Espero que seja útil para você e para uma amiga muito querida! :) Aproveite!! ;)

Primeiro Trimestre 
 
Neste período, observam-se mudanças nas preferências alimentares da mulher. Pode ocorrer diminuição do apetite muitas vezes provocado por aversão a certos alimentos que causam enjôo, náuseas e até vômitos. Há também mulheres que apresentam aumento do apetite, relatando desejo por certos alimentos. Isso mostra que já no início da gestação há uma mudança qualitativa e quantitativa na alimentação. 
 
A progesterona causa menor motilidade intestinal, aumentando o tempo de esvaziamento gástrico. Apesar da queixa comum de intestino preso, essa característica aumenta a absorção de nutrientes, ajudando a atingir a recomendação já que os alimentos ficam expostos mais tempo no intestino onde ocorre a absorção de nutrientes. No final da gravidez, a obstinação intestinal é causada pela pressão do útero sobre o intestino, diminuição dos exercícios físicos e suplementação de ferro. 
 
Durante toda a gestação há a diminuição da produção da bile que tem como função metabolizar a gordura, provocando uma menor aceitação de alimentos gordurosos. 

Ganho de peso 
 
No primeiro trimestre, é esperado o ganho de peso de 1,6 Kg para mulheres com peso adequado. 

 

Calorias 

A quantidade de calorias não precisa ser modificada no primeiro semestre. 

 

Folato 
Nas primeiras semanas de gestação há a formação e fechamento do tubo neural do feto que se desenvolverá para formar o cérebro e a medula espinhal. O ácido fólico está envolvido na divisão celular e na síntese protéica. Por isso, a suplementação de ácido fólico deve ser feita no início da gestação, prevenindo a má formação do tubo neural.

 

Proteínas 
A quantidade de proteínas deve ser aumentada nos três trimestres devido ao crescimento do feto. 
No primeiro trimestre o aumento é de 1,2 g de proteínas por dia.

 

Fibras 

Deve-se dar prioridade aos alimentos ricos em fibras para minimizar a constipação intestinal. Assim, legumes, frutas, verduras, cereais integrais devem ser incorporados à alimentação. É necessário uma boa ingestão de água. 
 
 
Segundo Trimestre 
 
Ganho de peso 
Deve ser de 400 gramas por semana para pessoas com peso normal pré-gestacional. 
 
Calorias 
A quantidade de calorias é aumentada em 300 Kcal por dia para suprir as necessidades maternas. 

Ferro 
Suplementação de ferro. No segundo semestre, a necessidade de ferro da gestão duplica, fazendo-se necessária a suplementação. O ferro é fundamental para a transferência de moléculas de oxigênio da mãe para o feto. Alimentos ricos em ferro são as carnes vermelhas e as verduras verde-escuras. 

Proteínas 
O aumento de proteínas passa para 6,1 g por dia. 
 
 
Terceiro trimestre 
 
Calorias 
Continua a quantidade de 300 kcal diária à mais na dieta. 
 
Ganho de peso 
Assim como no segundo trimestre, o ganho de peso deve ser de 400 gramas por semana, totalizando o ganho de peso de 11,5 kg durante toda a gestação para mulheres com peso normal. 
 
Cálcio 
Esse é o período em que ocorre intensa deposição de cálcio no esqueleto do feto. As necessidades desse nutriente estão aumentadas em 50%. Alimentos ricos em cálcio são o leite e seus derivados (queijos, iogurtes).

 

Para toda a gestação

 

Evitar

 
Bebidas alcoólicas 
Doses elevadas podem prejudicar o transporte de oxigênio através do cordão umbilical para o feto. O álcool tem elevada absorção, alto valor calórico e é um vasodilatador, atravessando facilmente a barreira placentária. Ele tem efeito tóxico para o feto, podendo levar a abortos espontâneos, prejuízo do crescimento, entre outros. Deve-se evitar o consumo freqüente, restringindo à ingestão ocasional. 
 
Gorduras 
Como citado anteriormente, a produção de bile é diminuída durante a gestão. Portanto, deve-se evitar alimentos muito gordurosos, evitando a má digestão. 
 
Cafeína 
A cafeína atravessa a placenta e pode causar alterações na freqüência cardíaca e respiratória do feto. A ingestão abusiva (10 – 14 xícaras pequenas diária) de cafeína deve ser evitada. O consumo deve ficar restrito a 2 ou 3 xícaras pequenas de café por dia. Além do café, outras bebidas que contém cafeína (chá, refrigerantes, chocolates) devem ser evitados. 
 
A gestante que fuma apresenta menor disponibilidade de nutrientes e redução na capacidade de transportar oxigênio. Esses fatores podem trazer prejuízos para o desenvolvimento adequado do feto além de aumentar o risco de mortalidade do feto.

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